Feel The Groove com Rodrigo Alexey

03.05.2018

 

A Villione acredita no poder da música e por isso apoia vários artistas nacionais e internacionais. Por isso criamos uma série para você conhecer um pouco de cada um. Confira a seguir uma entrevista com Rodrigo Alexey, esse clássico do Funk/Soul. 

 

 

1- Conte um pouco da história do Rodrigo Alexey pra gente. O que já fez, influências, etc.

Meu pai era pastor presbiteriano, então nasci e cresci neste ambiente de igreja, coral e música. Meu pai é músico, toca piano e canta, e minha mãe canta também. Meu pai foi “adotado” por uma família de americanos, uma das que trouxeram o presbiterianismo para o Brasil e tiveram muita importância na vida dele e consequentemente na minha. Então meu pai sempre escutou muita música clássica e soul, artistas como James Brown, Michael Jackson, Stevie Wonder, Marvin Gaye. Todos estes artistas foram influências muito fortes para mim, já que eu os escutei durante minha infância inteira. Eu estudei piano clássico na Escola de Música de Brasília, depois em Americana. Entre 16 e 17 anos produzi um disco e lancei minha carreira como artista, depois consegui meu primeiro emprego na Berimbau Estúdio com 17-18 anos. Então fiz poucas apresentações como artista e foquei na parte de Produção Musical no mercado publicitário. Estou na Berimbau há 20 anos, agora como sócio. 

 

 

2- O que é o projeto Rodrigo Alexey e Soul Power? 

Depois que eu comecei a trabalhar na Barimbau, a parte artística ficou um pouco de lado, em paralelo. Em 2014, participei de um concurso mundial de músicas para a Copa do Mundo e fui o único brasileiro a ser selecionado. O Ricky Martin gostou da minha música e, a pedido dele, minha música entrou no álbum da Copa do Mundo de 2014. Fui conhecê-lo pessoalmente e foi ele quem me falou para eu começar a pensar na minha carreira artística. Se o Ricky Martin tá falando, né? E daí nasceu o Soul Power que é um tributo a todo este repertório de artistas e músicas consagradas que me influenciaram tanto. Algumas músicas dos meus shows são autorais, mas 80% são músicas de artistas principalmente norte-americanos, mas também Ed Motta, Gilberto Gil, Tim Maia. 

 

 

3- Como está a cena da do Funk/Soul/Groove hoje no Brasil?

Acho que já teve épocas melhores. Não temos um grande nome neste segmento, pelo menos atualmente ou que eu conheça. Para mim, um gênio não só da soul music, mas da música brasileira, é o Ed motta. Como produtor musical, já ouvi músicas e apresentações e ele é genial, um cara à parte. Mas ele já está na cena há um tempo. A cena atual está ruim, fraca. A nossa ideia com o Soul Power é tentar resgatar isso com uma qualidade legal e com apelo tecnológico, que no caso do Soul Power são as projeções mapeadas. Uma maneira de resgatar a linguagem do Soul Music em uma linguagem mais contemporânea.

 

4- Quais os 4 artistas que todo mundo que curte Funk/Soul/Groove tem que escutar? 

Vou citar 4 artistas norte-americanos porque foi lá que surgiu o movimento Soul e a Soul music que inspirou os artistas brasileiros. Um estudo aprofundado da história da Soul Music e suas origens mostra que Soul tornou-se um movimento nos EUA durante um período. E teve um paralelo com a história de Martin Luther King, da questão racial nos Estados Unidos na época. Então o Soul não é só um estilo musical, tem toda uma história. Sem dúvida James Brown foi a pessoa que trouxe isso à tona de uma forma mais forte. Existiram muitos artistas antes de James Brown, mas ele conseguiu fazer leituras e construir padrões que são usados até hoje na música pop mundial. Os loops de baixo, os loops de guitarra, bateria, sopros, são características singulares dele que influenciaram o mundo inteiro. 
O Michael Jackson é mais pop mas, de certa forma, é uma releitura de James Brown. Quem conhece James Brown e vê as performances do Michael percebe, é muito evidente.  
Stevie Wonder é um ícone, e também Aretha Franklin que também teve um papel muito forte junto com o James Brown na Soul Music.

 

5- Quais as datas do próximos shows? 

Estou com 5 datas mas ainda nenhuma totalmente confirmada. A mais provável é nos dias 6 e 7 de julho no Teatro Itália em São Paulo. 

 

 

 

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