RAIO X - O fenômeno Queen

08.11.2018

A história

 

 

Freddie Mercury, Brian May, Roger Taylor e John Deacon. O quarteto britânico quebrou recordes e fez história no mundo do Rock n’Roll. Com 8 discos que venderam mais de 1 milhão de cópias, a banda entrou para o Rock n’Roll hall of fame em 2001. A história da banda fascina a todos, tanto que recentemente foi lançado o filme Bohemian Rhapsody, que retrata 15 anos da vida do vocalista Freddie Mercury e da banda.

 

A banda surgiu depois de Tim Staffel abandonar os vocais da até então chamada “Smile”, composta por Brian May na guitarra e Roger Taylor na bateria. Assim, convidaram Freddie Mercury para os vocais e fizeram testes com diversos baixistas até completar a formação com John Deacon. Em 1974, conseguiram gravar seu primeiro álbum com a gravadora EMI, mas não obteve o sucesso esperado. Assim, começaram a abrir os shows de turnê da banda “Mott the People”, roubando a cena e chamando a atenção do público.

 

Em 1974 a banda lançou o álbum Queen II, que ficou em quinto lugar entre os mais vendidos na Inglaterra.

 

 

No mesmo ano, gravaram o álbum “Sheer Attack”, consagrando a banda como sucesso mundial e eles tiveram que estender a sua primeira turnê mundial, tocando em lugares diferentes na mesma noite.

 

Em 1975 foi lançado o LP mais famoso da banda, o “Night at the Opera”. A genial fusão de rock com música clássica, com vocais perfeitamente alinhados e instrumental bem trabalhado chega a seu ápice com “Bohemian Rhapsody”. Após o lançamento, a gravadora EMI investiu em shows Europeus e na divulgação da banda.

 

O sucesso prosseguiu nos álbuns seguintes, “A Day at the Races” e “News of The World” com os grandes hits “We will rock you” e “We are the Champions”, seguido pelo álbum “Live Killers”, gravado ao vivo sem o uso de sintetizadores.

 

 

A banda entra na década de 80 com instrumentos eletrônicos e uma leve pegada pop. O álbum “The Game” traz “Crazy Little Thing Called Love”, precursor do estilo New Wave. Em 1982 é lançada “Under Pressure”com a participação de David Bowie, liderando as paradas e oficialmente transformando o Queen em um fenômeno.

 

O álbum “The Works” conta com os hits “Radio GaGa”e “I Want to Break Free”, que marcaram a fase de maior repercussão da banda, seguido pelo sucesso “A Kind of Magic”, trilha Sonora do filme Highlander.

 

Em seguida veio o álbum “Live Magic”, consolidando a posição da banda no universo pop. Em 1991, com a canção “The Show Must Go On”, lançam “Innuendo”, ultimo álbum antes da morte de Freddie Mercury, em 24 de novembro devido à AIDS. Depois da morte do icônico vocalista, foi lançado o álbum “Made in Heaven”, em 1995, com músicas inéditas gravadas antes da morte de Freddie. Em 1997 os integrantes lançam a inédita “No-one But You”, em homenagem a ele.

 

Principais Álbuns

 

Queen II

Este álbum foi o início do sucesso da banda. Com um considerável orçamento disponível para a produção, o álbum é conceitual e é musicalmente diferente do anterior. A liberdade criativa do Queen os levou a criar um estilo totalmente novo para suas canções, se diferenciando das outras bandas.

 

Brian May guia o caminho com sua guitarra de afinação única, que acabou por tornar-se marca registrada do quarteto. Ao afiná-la uma oitava acima ou abaixo do esperado, ele criava um corpo sonoro específico para o disco, aliado ao overdub e aos coros de Freddie Mercury que se assemelham à ópera.

 

Dividido em Black e White side, o disco traz inovações musicais e características únicas que marcaram o início da carreira da banda. Detalhes que serão polidos e aperfeiçoados em seus discos seguintes, elevando ainda mais o padrão musical da banda.

 

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Sheer Heart Attack

Ame ou odeie: esta é uma ótima forma de descrever este álbum. Por ser muito eclético, ele foi um ponto de virada essencial para a banda, que aperfeiçoou seu estilo único e criou uma identidade musical, utilizando viradas musicais e uma mistura de estilos como rock pesado, opera rock, baladas, jazz e blues.

 

Sheer Heart Attack foi um álbum plural e marcante para a banda, tanto com músicas desconhecidas quanto outras que são reconhecidas em seus primeiros acordes. Simples, mas complexo, é o marco de uma nova banda de estilo único e agora consolidado, que se reinventou dentro dela mesma.

 

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A Night at The Opera

O álbum é considerado pela maioria das pessoas o melhor da banda. Com uma grande correria dos integrantes para trabalhar em suas canções pessoais, eles chegaram a gravar trechos em horários separados, tornando este o disco de rock mais caro gravado até então. Após perceberem a grande influência de elementos da ópera, decidiram nomear o disco inspirado no filme “Uma noite na ópera”, de 1935.

 

Arranjos operísticos, variações musicais, experimentação estilística. A banda queria algo totalmente diferente, mas ainda dentro do estilo que haviam construindo. Cada faixa apresenta uma nova variação totalmente diferente, onde é possível perceber a personalidade de cada integrante.

 

“A Night at the Opera” é um disco à frente de seu tempo, que demonstra a criatividade e coragem da banda em incorporar diferentes elementos em um disco de rock. Neste disco está a icônica “Bohemian Rhapsody”, composta “aos pedaços” por Mercury e que exigiu um trabalho de vocalização gigantesco. Os membros levaram muito a sério a criatividade e ousadia musical ao compor esta música totalmente diferente do que era feito na época.

 

Um álbum inovador, quebrando padrões e estruturas, com variações e criando novas estruturas, o Queen criou o que nenhuma outra banda imaginou. O disco é um marco histórico para a música e para a banda.

 

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News of The World

Mais um álbum que reflete as mudanças da banda. Após a fama e reconhecimento de suas gravações complexas, a banda se viu em um cenário que exigiam algumas mudanças. News of The World é bem diferente dos álbuns anteriores, simples e objetivo e sem toda a produção orquestral.

 

Produzido pela própria banda, o álbum segue a experimentalidade que é característica da banda, mas aproximando-se mais do punk e funk. É o início da nova fase: um Queen mais pop e commercial, ainda com seu estilo peculiar e a qualidade de sempre.

 

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The Works

A capacidade de reinvenção da banda é evidente neste álbum. Com o surgimento de novas bandas na cena musical na Europa, Queen não deixou barato e fez um álbum à altura. Apesar dos problemas e da dificuldade em produzir este álbum, ele é uma mescla – bem sucedida – de estilos.

 

Com os hits “Radio Gaga”, “I Want to Break Free” e “Hammer to Fall”, o experimentalismo da banda fica por conta do uso de sintetizadores e guitarras potentes aliados aos vocais incomparáveis de Freddie Mercury.

 

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Innuendo

O ultimo álbum lançado pela banda antes da morte do vocalista é um dos mais tocantes. Mesmo com a saúde muito debilitada, a performance de Freddie Mercury é esplêndida. Com músicas melancólicas e letras que falam sobre a vida, o disco se assemelha em alguns aspectos à era clássica do álbum Night at the Opera.

 

Eclético, profundo e com elementos de música clássica, contando tanto com elementos do rock quanto com elementos de ópera. O álbum termina com o hino “The Show Must Go On”, deixando clara a tocante mensagem de Freddie Mercury para seus fãs.

 

Escute aqui.

 

 

Nove meses após o lançamento do álbum, Freddie faleceu. O mundo da música e do rock perdem um grande artista que até hoje inspira a todos.

 

Vale a pena conferir o filme Bohemian Rhapsody, já está em exibição nos cinemas e que conta a história de Freddie e da banda. Interpretados por Gwilym Lee (Brian May), Ben Hardy (Roger Taylor), Joseph Mazzello (John Deacon) e Rami Malek (Freddie Mercury), o filme conta com os integrantes originais Bryan e Roger como produtores e promete ser um verdadeiro sucesso.

 

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